A Fita Branca e a Educação que Aniquila a Alteridade

  • Valdécio Silvério Bezerra Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)
Palavras-chave: Educação, Formação, Violência, Alteridade

Resumo

Tendo como referencial teórico dois autores que pensaram a ascensão nazista na Alemanha no “Terceiro Reich” e sua relação com práticas educacionais que formam o caráter impondo valores absolutos, estimulam crianças a comportamentos inumanos, propomos uma reflexão sobre o roteiro do filme “A Fita Branca”, do diretor austríaco Michael Haneke, retratando um vilarejo na Alemanha dos anos 1913-14, de forte influência protestante e que tem como fio condutor temas como educação, a formação do indivíduo e as bases psicossociais da personalidade autoritária, intensamente reforçada pelas relações repressivas baseadas na violência paterna, que origina os comportamentos e atitudes que, claramente, incriminam as crianças pela prática de atos e castigos violentos contra filhos de algumas dessas famílias com o objetivo de punir adultos por seus atos condenáveis, segundo a lógica imposta pelos preceitos da religião protestante, justificando, assim, uma preocupação com relação aos métodos e práticas educativas, assim como estas práticas civilizatórias podem influenciar a formação de indivíduos incapazes de assimilar a alteridade.

Biografia do Autor

Valdécio Silvério Bezerra, Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)

Mestre em Educação. Professor assistente I da UNICID.

Publicado
2024-01-10