Araquém Forró Show: Transformações e Ressignificações Culturais de uma Quadrilha Junina

  • Eduardo Madeiro Bastos de Santana

Resumo

Contemporaneamente, Festas Juninas são realizadas em muitas escolas públicas e privadas, em ruas, em praças públicas e em paróquias de Norte a Sul do Brasil (NOLETO, 2014). Na cidade do Rio de Janeiro, tais festas de base cristã dedicadas a Santo Antônio, São Pedro e São João remetem a pessoas vestidas a caráter – indumentária vulgarmente chamada de ‘caipira’ –, a danças, a comidas e à fogueira. Entretanto, muito mais que apenas indiciar a cultura do evento, algo muito estimado pelo capitalismo democrático, as celebrações no Brasil apontam para os eventos da cultura. Nesse sentido, Simas (2018) salienta o caráter sincrético das festas brasileiras. Para o historiador, o sincretismo pode ser lido em duas chaves: uma que o relaciona a resistência e a controle e outra, a fenômeno de fé. Essas formas de entender o fenômeno são oriundas da interseção dos fundamentos do catolicismo ibérico e da circulação das culturas (GINZBURG, 2006)1 afro-ameríndias que dinamizam, reinventam e particularizam “os nossos modos de celebrar o mistério: a fé é festa” (SIMAS, 2018, p. 11). São oportunas as palavras a seguir do historiador carioca:

Publicado
2022-02-16